Christopher Alexander

O designer de joias Christopher Alexander vem despontando aos poucos no cenário fashion. Sempre ligado a marcas bacanas. O designer de 28 anos está por trás das peças de impacto que já foram vistas em coleções, parcerias e desfiles de grifes como André Lima, Neon, Alcaçuz, Alê Brito e Valérie Ciriadès.

E é justamente essa diversidade que o toma interessante: cria peças para duas marcas tão distintas como Alcaçuz e Alê Brito, sem perder seu DNA.
O antigo vendedor da marca As Gêmeas é formado pela Escola Panamericana de Arte e Design, em São Paulo,começou a desenvolver peças em 2006 em algumas parcerias, mas foi em 2011 que fez sua própria marca de jóias, tendo como foco os brincos. As artes plásticas, o cinema e a literatura é onde o designer busca inspiração para produzir suas peças. Seus brincos enormes, braceletes e acessórios para o cabelo já estão sendo reconhecidos por uma mistura bem característica entre formas, cores e materiais.

As peças são montadas manualmente, uma a uma. Os principais materiais usados são o metal banhado, acrílico, resinas, vidros, porcelanas e esmaltes. Sua marca já lançou duas coleções: a Chinoiserie, mais atual, é uma coleção de brincos que evoca o mistério, a sofisticação e a sensualidade das linhas orientais, inspirada em um tema recorrente da arte Européia desde o século XVII, o qual evoca os estilos Chineses na arte e na arquitetura ocidentais. Já a coleção Liceu é inspirada no universo do Liceu de Maquiagem que remete a Belle Époque com detalhes sutis em seus espaços.

Os lustres e o pavão presentes na decoração do espaço são fortes referencias pre-sentes nos brincos, tiara e pentes de cabelo em metal banhado, prata, ouro, cobre e esmaltes coloridos.

A convite da marca Alcaçuz, Christopher Alexander desenvolveu quatro peças que completam a nova coleção. São dois brincos, um bracelete e um colar, que não só recheiam o Inverno 2013 da Alcaçuz com elementos art deco, mas também trazem para os acessórios uma pegada étnica, inspiradas por máscaras africanas e pinturas tribais. As peças são em latão banhado a ouro 18k, acrílico, esmaltes coloridos e resina transparente.

Os modelos de brinco e colar desenvolvidos exclusivamente para a estilista Valérie Ciriadès foram inspirados no tema da coleção, a Indochina. As peças de tiragem limitada, são em metal banhado a ouro 18k e esmaltadas com algumas das cores da coleção, o laranja, o verde e o off-white.

As joias produzidas por Christopher Alexander podem ser encontradas na loja Choix, em São Paulo, no Liceu de Maquiagem, também em São Paulo, e no e-commerce no site (www.christopheralexander.com.br).

A gangue da Esther

A ordem é se reinventar. Sempre. Partindo dessa premissa, Esther Giobbi pontua novamente. Referência de bom gosto, a consagrada arquiteta e decoradora convidou uma turma para criar coleções assinadas para o seu Studio Esther Giobbi, que reabre as portas, no Jardim Europa, em São Paulo. De um lado, o fino faro da Esther. Do outro, talentos, uns superjovens, outros mais conhecidos, que merecem a nossa atenção.

Pense nas esculturas de neon de Kleber Matheus, na nova marca de joias de Nina Sander, nos incríveis sapatos e bolsas de Dani Cury e Francesca Giobbi. Mais arranjos da florista Dani Laloum em vasos de vidro e cachepôs selecionados por Esther, bolsas e panos superestampados de Fabio Kawallys, brincos desejo de Christopher Alexander. Quer mais? Diego Cattani, famoso por seus acessórios de coral e cristal, criando objetos de decoração. Na mesma onda, o duo carioca Virzi de Luca propõe baldes e bandejas (elas fazem acessórios, pense).

Mari Prates, da marca de camisolas e quimonos de Paul & Mary, também estará lá, assim com os quadros montáveis da artista plástica Leslie Markus, aka Compota, e as absurdas luminárias do fotógrafo Alisson Louback (que mostramos antes, nesta revista). “São criativos autorais que se completam e refletem o meu olhar”, explica a curadora, que mantém a sua linha de decoração, peças garimpadas na índia, Marrocos, Tunísia, Bahia… QG de compras com espírito de galeria, mais seleção de revistas importadas, vinis da tropicália… Porque jovem mesmo é quem não para no tempo.

Focado nas orelhas

CHRISTOPHER ALEXANDER É O NOME DA VEZ QUANDO O ASSUNTO É BRINCO

Não são mais de 50 brincos por mês e a concorrência, assim como a dimensão da peça, é grande. O designer Christopher Alexander virou o cara quando o assunto é maxibrinco. E pensar que tudo começou por acaso, quando ele era vendedor da loja Gêmeas, das irmãs Carolina e Isadora Foes Krieger, em São Paulo. Certo dia, lá em 2006, depois de perceberem que Christopher tinha um interesse especial por acessórios e desenhava bem, pediram para ele tentar desenhar alguns para vender na loja. Deu tão certo que ano passado ele lançou sua marca própria. Depois de fazer oito coleções para as Gêmeas fui trabalhar com a designer de joias Camila Sarpi e fiz curso na Escola Panamericana — conta ele, que gosta de fazer peças impactantes. — Brinco pequeno não é comigo. Grandes, sim. Pesados, nunca. Apesar de todo o tamanho (ele já fez brincos para a Neon que tinham 20 centímetros), as peças pesam no máximo 10 gramas. É uma lei para ele. — São superleves. Uso chapas de metal fininhas — conta Christopher que mistura metal banhado, acrílico, resinas, vidros, porcelanas e esmaltes em suas coleções.

As ideias para as formas vêm de vários lados, nenhum deles contemporâneo. — Gosto muito de cinema, arte e arquitetura, principalmente o antigo. Me inspiro em obras de diretores como Louis Malle, Henri-George Clouzot e Jean Cocteau; de artistas, como Man Ray, Dorothea Tanning e John William Waterhouse e ainda de musas como Romy Schneider, Jeanne Moreau e Teda Bara. E meus movimentos artísticos preferidos são Belle Époque, Art Déco, Barroco, Gótico, Manuelino, Renascimento, além das civilizações antigas — lista.

Com uma coleção recém lançada inspirada na escola Liceu de Maquiagem, ele ampliou seu catálogo de acessórios e foi além do brinco: pentes e acessórios de cabelo fazem parte da coleção Liceu.
— Também usei cores, o que tem muito a ver com maquiagem, e fiz um brinco em homenagem ao pavão que tem na casa — completa.
Até o segundo semestre ele trabalha ainda no lançamento de um e-commerce, tamanha é a demanda de compras em outros estados do Brasil.
— Trabalho em um ateliê em casa. Já estou sentindo necessidade de ampliar. Vou crescer, mas nunca abrir mão de fazer as peças manualmente, não
quero ficar longe disso, é a graça do meu trabalho — garante

Quanto maior melhor

O designer de acessórios Christopher Alexander desponta como um dos principais nomes do design nacional de bijuterias por suas peças maxi e inspiração no mundo das artes

Seus maxibrincos bidimensionais, inteiramente artesanais e com toques geométricos, são itens obrigatórios nas coleções de André Lima, Neon, Ale Brito e Valérie Ciriadès. Agora, as criações do designer de acessórios catarinense Christopher Alexander, 28 anos, se preparam para chegar a Curitiba, onde serão vendidas na loja da grife Alcacuz, que será inaugurada no Shopping Pátio Batel. Por telefone, Alexander conversou com a Viver Bem Moda & Beleza e falou sobre sua carreira e suas criações inspiradas no universo das artes.

Como surgiu o interesse pela criação de acessórios?

Eu sempre gostei deles, mas tudo aconteceu muito sem querer a partir de 2003. Eu trabalhava fazendo um pouco de tudo no ateliê da extinta marca As Gêmeas, das irmãs Isabela e Carolina Krieger, em São Paulo, e o primeiro brinco de desenhei foi a pedido delas. Era um par de brincos para completar um look que seria exposto na Casa de Criadores, principal evento voltado aos novos talentos da moda nacional. A partir daí, deu tão certo, que desenhei as bijoux dos oito desfiles seguintes da marca. E isso me levou a fazer o curso de Design de Jóias na Escola Panamericana de Arte e Design, em São Paulo, em 2010, enquanto fui assistente da joalheira Camila Scarpi.

Quais são suas principais inspirações?

Minhas maiores fontes são as artes decorativas de todos os períodos da história, as artes plásticas, o cinema e, principalmente, a literatura. Alguns escritores, em especial Marcel Proust, Gustave Flaubert e Eça de Queiroz, me instigam a criar por expressarem a psique feminista como nenhum outro. E não posso me esquecer de grandes figuras históricas, como Carlota Joaquina e Maria Antonieta, que são inspiradoras.

Como definiria seu trabalho e que conceitos busca transmitir no seu design?

Não posso definir meu trabalho. Busco sempre o belo, visando criar um adorno que desperte o desejo feminino e que vista como uma peça de roupa. Cada coleção, entre o desenho e a construção, leva em torno de dois meses para ser concluída. As peças são montadas uma a uma, manualmente, e os principais materiais que uso são o metal banhado, acrílico, porcelanas e esmaltes. Mas nada impede que um dia mude e faça tudo diferente.

Como encara a vinda das suas peças para Curitiba e ser considerado a grande aposta do design de acessórios?

Eu fico feliz, é claro. Mas tento não criar expectativas. Então, não me vejo pensando muito a respeito. Vou experimentando passo a passo. Em 2011, estreei minha própria marca, que recebe meu nome, e agora estou criando um e-commerce para atender à demanda, que não para de crescer, ainda bem.

Aumente seu acervo

O mundo da joalheria pega fogo com nomes frescos e ótimos lançamentos para o Dia das Mães.

Christopher Alexander é o nome por trás dos maxibrincos que estão deixando todo mundo com vontade de prender os cabelos e expor as orelhas novamente. O sucesso de suas peças-instalação é de tal ordem que, de uma hora para outra, ele precisou correr atrás de novos fornecedores e está montando um e-commerce às pressas para atender a demanda das amigas de suas amigas por seus “brincos de vestir”, chamados assim porque têm o mesmo efeito no visual de uma peça de roupa “uau”.
Ainda que o sucesso tenha acontecido da noite para o dia, o catarinense de origem tcheca – seu sobrenome é Casza – já é um velho conhecido da cena moderninha paulistana. O primeiro brinco que desenhou foi meio por acaso, em 2003, a pedido das gêmeas Isadora e Carolina Krieger, em cujo ateliê-loja, que ficava na Galeria Ouro Fino, ele fazia um pouco de tudo, incluindo styling. “Um dia elas me pediram para criar um par de brincos para arrematar um look que seria desfilado na Casa de Criadores. Deu tão certo que desenhei as bijoux dos oito desfiles seguintes de As Gêmeas.Eram para ser apenas peças de passarela, mas esgotavam um mês após cada apresentação”, conta. Depois veio uma passagem pelo ateliê da joalheira Camila Sarpi,uma parceria com o estilista Ale Brito e um desfile solo na mesma Casa de Criadores, em 2011 – com direito a piano e poema recitado ao fundo. Christopher começou a chamar atenção da moda mainstream em junho de 2012, quando André Lima o convidou para desenhar os brincos que desfilaria com a sua coleção do verão passado. No início deste ano, foi a vez da Alcaçuz convocá-lo para assinar bracelete, colar e dois brincos, na capsule collection batizada Savana Dreams.“A partir daí tive contato com a parte mais burocrática do processo criativo, fundamental para o momento que vivo hoje.”
Seus brincos também roubaram a cena no último desfile da Neon, em março, mas foi graças ao empurrãozinho de amigas como a maquiadora Vanessa Rozan e a estilista Valérie Ciriadès que as longas franjas de seda colorida e as chapas de metal cortadas a laser com acabamento esmaltado viraram hit do Instagram e colocaram as bijoux de Chris no radar de fashionistas antenadas. Vanessa, inclusive,é a razão de ser da coleção Liceu (homenagem a seu Liceu de Maquiagem), que começa a ser vendida este mês. E ele está cheio de planos: “Quero fazer desdobramentos temáticos sobre as peças bidimensionais que já viraram minha marca registrada. Vou sem medo do déco ao nouveau,passando por África e Grécia, e nada impede que um dia mude tudo e crie peças pequenas enfeitadas com pedras”.Estamos com as orelhas a postos!

Choix: Rua Professor Arthur Ramos, 181, tel. (11)2649-4265, SP

Designers to Watch

Um acessório é capaz de transformar um look – ainda mais se a peça em questão sair das mãos de um destes designers aqui. Sete nomes em que vale a pena ficar de olho.

CHRISTOPHER ALEXANDER

No desfile de verão 2013, os brincos enormes que enfeitavam as modelos de André Lima eram de tirar o fôlego. O nome por trás dos acessórios é o do brasileiro Christopher Alexander. “Essa apresentação foi um impulso importante em minha carreira”, diz o designer. Ele começou a criar em 2011 e coilhe bons frutos desde então, como dobradinhas com a Alcaçuz. O segredo do sucesso? “A delicadeza das peças, ainda que as dimensões sejam grandes.” As criações de Christopher podem ser encontradas na loja Choix, em São Paulo, www.lojachoix.com.br.

Aposta

O que as grifes Alcaçuz, Neon, André Lima, Gato Bravo e Valérie Ciriadès têm em comum? Coleções de acessórios assinadas pelo catarinense radicado em São Paulo Christopher Alexander, 28. 0 jovem designer ficou conhecido por produzir maxibrincos (mesmo) e é o nome da vez para quem quer incrementar o visual com apenas uma peça. Entre os próximos projetos ele promete venda on-line dos acessórios e uma coleção exclusiva para o salão Liceu de Maquiagem.
Anote aí.

 

Olho nele!

Nome que desponta no design de bijoux, Christopher Alexander aposta em brincos maximalistas de metal, que enfeitaram os desfiles de André Lima para o verão 2013-14, no São Paulo Fashion Week. Sua última novidade é uma coleção inspirada no universo da maquiadora Vanessa Rozan, sua amiga e cliente fiel. Com preços entre R$ 310 e R$ 904, a linha será vendida a partir deste mês na multimarcas Choix e no espaço da make-up artist, na Consolação. Liceu de Maquiagem: Rua Pedro Taques, 110, Consolação.

Choix: Rua Professor Artur Ramos, 181, Itaim